Nas entranhas de um coração doente,
o vírus da saudade tudo corrói,
qual cancer que viça e dói
no imenso vazio do sentir carente.
Qual pedra que vai, volta, roda e mói
no amor o ontem é sempre presente
e o triste lamento do amor ausente
a dor do não ter , as ilusões destrói.
Desse mal se aproxima a loucura
quem sofre viverá sempre a procura
do milagre, do santo remédio.
E por ser tão frágil a natureza humana
viver assim um louca paixão insana.
é matar-se de amor ou morrer-se de tédio.
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