sábado, 13 de dezembro de 2008

SONETO DA ERUDIÇÃO

Vil punhal que o coração transpassa,
diz ser amor que não mais se usa.
Retrógrado é o que insiste e passa
a fazer versos em louvor a musa.

Nesse tempo de cultura escassa,
o vate que do verso abusa,
por vezes um alexandrino amassa
ao estro pedindo escusa.

Nos meandros da existência
quem porém o verso arrasta
sabe amar com inteligência.

Quem ama é rico e isso basta
porque o amor em sua essência
é pérola que o coração engasta.

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