sábado, 3 de janeiro de 2009


Na augusta casa dos Boal
terra de além mar, em Portugal
conspiraram gerações, eu sei...
para cumprir a profecia,
que eu seria mais feliz que o príncípe.

Confesso relutei por temeridade
dizer que sou muito mais que Pedro
que o amor de Ines de Castro teve
longe dos olhos do Rei e do povo
para acabar em tragédia, é verdade.

Por isso em cada canto, em cada aldeia
do Algarve ao Porto, às colinas de Lisboa
ouve esse canto, ó Portugal
que vento leva, vai e entoa, esses versos
à Helena Maria Chaves Boal.

E mais tarde quem sabe me procure a morte
e eu com sorte, possa lhe dizer
do amor que tenho, de verdade
que é infinito em sua essência
e que dura até o fim da eternidade.

Então ouve em todos os cantos, ó Portugal
esse canto que não é fado, não é lamento
é a história de um amor que é giro e bestial

e quanto mais não seja..de puro encantamento.