sábado, 13 de dezembro de 2008

FENIX

No depois.
Nas ruínas da destruição,
pedaços aqui e ali do que foi outrora
uma ilusão quase real de amor.

Um pedaço de um beijo,
muitos abraços apertados.
pedaços de sonhos espalhados
ainda resistem ao tempo..

Lembranças empoeiradas
algumas juras de amor eterno,
algumas gotas do suor dos corpos,
algumas caricias esquecidas,
amareladas,numa caixa velha de saudades.

Um cupido torto e já morto
dorme no jardim sem flores.

Noites tristes, melancólicas
lua cúmplice,opaca, solitária..

Ruínas... começo da reconstrução da vida
alicerce da experiência entristecida

A duras penas no coração e na razão.
É preciso das cinzas renascer.

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