sábado, 13 de dezembro de 2008

DESAMOR

não é vingança concebida, não é.
é antes um não querer bem a quem se quer
Palavras mentirosas da ilusão
Inventada nos sentimentos a dois.

não é revolta incontida, não é .
é quase um sofrer de quem sofre realmente
Esse doer tão forte do sentir ausente,
lágrima escondida, para chorar depois.

não é para morrer, não é.
é quase a inércia de um coma depressivo
Essa estranha sensação de estar só
Que mal trata os amantes no depois.

não é mágoa reprimida, não é.
é antes uma verdade consentida de desamor.
É morte silenciosa de bem querer
presente na distância de nós dois.

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