Postes magros, lâmpadas tímidas
na rua das casas das janelas velhas
beirais esticam sobre as calçadas
aquelas antigas telhas enegrecidas.
mosaico de emoções escondidas
nos segredos de cada cômodo
de cada cama, de cada alma
em cada crucifixo dependurado
em cada quadro de Nossa Senhora
em cada olho do Nosso Senhor.
Na rua das pedras já tão gastas
escorrem o passado ali pisado,
escorregam lembranças, saudades.
uma história em cada bolero
paixões instantâneas, juras de amor.
Em cada beijo uma mentira.
Paredes tortas, portas coloridas
abertas escancaram ao pôr- do- sol
moças espremem os peitos na madeira
debruçam nas janelas... ilusões.
Nenhum comentário:
Postar um comentário